Haddad comenta sobre a vitória de Milei na Argentina: “É momento de desejar boa sorte”

Em uma recente declaração, o Ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, abordou a necessidade de fortalecer a democracia na América do Sul, após a eleição de Javier Milei como presidente da Argentina. Milei, conhecido por ser uma figura controversa e economista, assumiu o cargo, gerando diversas reações na região.
Haddad, em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (20/11), expressou seu desejo de boa sorte ao novo governo argentino. Ele também destacou o respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela democracia. “Agora é desejar sorte. Celebrar o fato que o presidente Lula demonstrou apreço à democracia. Nosso continente tem que fortalecer a democracia, e aguardar os acontecimentos”, afirmou o ministro.
O presidente Lula, em um pronunciamento na noite de domingo (19/11), felicitou as instituições argentinas pela condução do processo eleitoral e a participação pacífica do povo argentino, mas não mencionou especificamente Milei. Lula também expressou seus votos de sucesso ao novo governo argentino.
As relações entre Brasil e Argentina ganharam destaque, especialmente considerando as declarações passadas de Milei, que já chamou Lula de “comunista e corrupto” e mostrou relutância em se encontrar com ele. Em contrapartida, Milei expressou admiração pelo ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que, por sua vez, apoiou a candidatura de Milei e pretende estar presente em sua posse.
Durante a campanha eleitoral, Lula havia expressado seu desejo de que os argentinos elegessem um presidente pró-democracia e respeitoso das instituições, incluindo o Mercosul, sem mencionar Sergio Massa, o candidato da oposição endossado pelo PT.
A tensão entre Brasil e Argentina foi um tema central no último debate entre Massa e Milei. Milei, ao ser questionado sobre suas críticas a Lula, respondeu enfatizando a existência de tensões prévias entre os governos de Alberto Fernández e Jair Bolsonaro, minimizando as implicações de suas próprias relações diplomáticas com Lula.