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Atividade em colégio usa palha de aço para representar cabelos afro no Dia da Consciência Negra

Foto: Reprodução/WhatsApp

Na última segunda-feira (20), em meio às celebrações do Dia da Consciência Negra, uma atividade extracurricular em uma escola particular de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, gerou grande repercussão nas redes sociais devido à escolha infeliz de representar o cabelo de pessoas negras com palha de aço, um gesto que foi prontamente associado a conotações racistas.

A polêmica ocorreu no Colégio Ágape durante uma atividade envolvendo uma turma de ensino infantil composta por 15 alunos de apenas 3 anos de idade. O método escolhido para representar os cabelos de um boneco consistiu na colagem de tufos de palha de aço, pintado com tinta preta, com as frases “minha obra de arte” e “consciência negra” escritas no papel.

O episódio ganhou visibilidade após imagens da atividade circularem nas redes sociais e despertarem críticas pela insensibilidade racial manifestada. Em resposta à reação negativa, o Colégio Ágape emitiu um pedido de desculpas por meio de suas redes sociais, destacando que o ocorrido foi um “ato isolado, praticado em uma atividade extracurricular que infelizmente as profissionais envolvidas tiveram uma ação totalmente contrária à nossa política de ensino.”

Na nota, a instituição de ensino reafirmou seu repúdio a qualquer forma de discriminação, seja ela racial, de gênero, religiosa ou ideológica. Walter Batista, mantenedor do Colégio Ágape, assegurou que medidas foram tomadas, informando que tanto a professora quanto a auxiliar pedagógica envolvidas foram advertidas pela direção da escola.

Em uma tentativa de explicar a escolha controversa, Batista relatou que a esponja de aço estava presente na sala de aula devido ao seu uso anterior em uma atividade realizada dez dias antes. Segundo ele, a professora utilizou o material que ainda estava disponível na sala, sem considerar a inapropriada associação com a representação capilar.

Até o momento, a Polícia Civil não foi envolvida no caso, não havendo registro formal da situação.

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