”Disk droga”: Polícia investiga esquema de ‘Delivery’ de maconha

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga a divulgação de um suposto serviço de entrega de drogas por meio das redes sociais. Um usuário compartilhou imagens detalhando uma tabela de preços de entorpecentes, informando que as entregas ocorrem na comunidade da Rocinha, zona sul da capital fluminense. Segundo a postagem, os interessados precisariam apenas ligar para solicitar a droga em casa.
As imagens em circulação mostram um cartão de divulgação, que contém a lista de substâncias oferecidas e seus respectivos valores. Conforme indicado no material, o preço da maconha varia entre R$ 10 e R$ 30, enquanto o crack é vendido por R$ 10.
Investigação em andamento
Após a repercussão das postagens, a PCERJ informou, por meio de nota, que já iniciou diligências para apurar o caso. A corporação reforçou que o tráfico de drogas é alvo frequente de operações policiais no estado e que diversas prisões já foram realizadas em situações semelhantes, incluindo aquelas que envolvem o uso de aplicativos e redes sociais para a comercialização de entorpecentes.
A prática do chamado “delivery de drogas” não é inédita, mas a utilização das redes sociais para a divulgação explícita do serviço levanta preocupações sobre a adaptação das organizações criminosas às novas tecnologias. A polícia segue monitorando o caso e não descarta novas ações para identificar e prender os responsáveis.
Crime e tecnologia
Nos últimos anos, o uso das redes sociais como ferramenta de facilitação para o crime tem sido um desafio para as autoridades. Facções criminosas exploram a internet para promover atividades ilícitas, desde tráfico de drogas até golpes financeiros. Especialistas alertam que a expansão da criminalidade no ambiente digital exige novas estratégias de combate, incluindo o aprimoramento da inteligência policial e a cooperação entre plataformas digitais e órgãos de segurança.
A PCERJ orienta a população a denunciar qualquer atividade criminosa por meio do Disque-Denúncia (2253-1177). O anonimato é garantido.