Ainda pensa no traste? Conheça o divórcio energético

Técnica terapêutica busca cortar vínculos emocionais, espirituais e psicológicos que permanecem após o fim de uma relação
Encerrar um relacionamento nem sempre significa estar, de fato, livre dele. Muitas pessoas seguem carregando vínculos emocionais e lembranças que atrapalham a vida amorosa e até o bem-estar mental. É nesse contexto que surge o chamado divórcio energético, uma prática que busca romper esses laços invisíveis e libertar o indivíduo de padrões de apego ou sofrimento.
A cantora sertaneja Maiara, dupla de Maraísa, chamou atenção ao afirmar que recorreu à técnica. “Hoje eu vou fazer um divórcio energético para quebrar pactos, vínculos, que não te levam a evoluir”, declarou em uma live no Instagram.
O que é o divórcio energético?
A prática se propõe a cortar conexões emocionais e espirituais que continuam após o fim de uma relação. Apesar do nome, não se trata de um processo jurídico, mas de uma abordagem terapêutica, muitas vezes ligada ao ThetaHealing, técnica holística que combina meditação, visualização e crenças espirituais.
Segundo a terapeuta Dalila Rodrigues, o método pode ser feito individualmente, sem que o ex-parceiro participe. “Quando houve frustração ou corte antigo, mesmo estando com outra pessoa, é possível fazer o divórcio energético só de um lado. A pessoa que acessa o tratamento é quem quer resolver. O outro pode nem saber”, explica.
A ideia é libertar a mente e as emoções de padrões que prendem a pessoa ao passado, evitando sintomas como ansiedade, insônia e dificuldade de se abrir a novas relações.
Efeitos e limites
Embora a técnica seja popular em meios espirituais e terapêuticos, não possui comprovação científica e deve ser considerada como prática complementar, sem substituir acompanhamento médico ou psicológico.
Para muitos, entretanto, pode ser um ponto de virada. Abel, por exemplo, contou que só conseguiu superar o vínculo com o primeiro namorado após sessões de divórcio energético. “Depois de um ano de medicamentos, procurei a terapia. Consegui me libertar. Ainda estou solteiro, mas bem comigo mesmo”, disse.
Quando recorrer à técnica
De acordo com Dalila, o divórcio energético pode ser útil tanto para quem sofre com amarras do passado quanto para casais que ainda permanecem juntos, mas vivem ciclos de desrespeito. “Acabou o respeito, acabou o amor. É preciso identificar que está na hora de quebrar este vínculo antes de chegar ao extremo”, conclui.