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Defesa de Bolsonaro critica delação de Mauro Cid e nega ligação com atos de 8 de Janeiro

HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

Advogados afirmaram no STF que ex-presidente não atentou contra o Estado Democrático de Direito e que não há provas que o vinculem à “minuta do golpe”.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta quarta-feira (3) sua sustentação oral perante a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no segundo dia do julgamento sobre a suposta trama golpista investigada na Ação Penal nº 2.668.

Os advogados criticaram a delação do tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal, classificando-a como “uma sucessão inacreditável de fatos”, e sustentaram que não há provas de que Bolsonaro tenha liderado ou participado de qualquer plano contra o Estado Democrático de Direito.

Negativa de vínculo com 8 de Janeiro

A defesa rejeitou qualquer relação entre Bolsonaro e os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. Para os representantes do ex-presidente, ele teria sido “dragado” para o processo sem evidências concretas.

“Esse papel, essa minuta, essa questão, esse depoimento, não há uma única prova que atrele o presidente ao plano Punhal Verde Amarelo, à Operação Luneta ou ao 8 de Janeiro”, afirmou o advogado Celso Vilardi.

Os defensores também destacaram que não tiveram tempo hábil para analisar todos os documentos da ação penal e classificaram como “desproporcional” a possibilidade de uma pena de até 30 anos.

O julgamento

O processo envolve Bolsonaro e outros sete réus, entre ex-ministros e ex-assessores, acusados de articular uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a condenação de todos os integrantes do chamado “núcleo crucial” da trama.

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