Justiça obriga frigorífico a retirar cartaz contra petistas; nova frase gera polêmica

Após cartaz com frase contra petistas ser retirado, nova mensagem também divide opiniões nas redes sociais
O Frigorífico Goiás, localizado em Goiânia, voltou ao centro de uma polêmica nesta semana. Depois que a Justiça determinou a retirada de um cartaz que dizia “petista não é bem-vindo”, o dono do estabelecimento, Leandro Batista, publicou nas redes sociais um vídeo substituindo o anúncio por uma nova frase:
“Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não.”
Segundo a defesa do frigorífico, representada pelo advogado Carlos Olivo, a nova mensagem não teria caráter político-partidário nem discriminatório. A nota também afirmou que a empresa vem sendo alvo de perseguição por posicionamentos de seu proprietário.
Decisão judicial
A Justiça havia acolhido pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO), que exigia a retirada de qualquer comunicação que contivesse “mensagem discriminatória por convicção político-partidária”. A decisão, em caráter liminar, também prevê multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil, em caso de descumprimento.
Na ação, o MP argumenta que cartazes e publicações como “Petista aqui não é bem-vindo” e “Não atendemos petista” configuram tratamento diferenciado e hostil a consumidores com base em preferências políticas, o que é vedado pela legislação. Além da retirada das mensagens, o órgão pede indenização mínima de R$ 300 mil por danos morais coletivos e a publicação de nota de retratação em jornal de grande circulação.
Repercussão
O novo cartaz gerou mais uma onda de reações. Nas redes sociais do frigorífico, seguidores se dividiram: alguns criticaram a postura da empresa, apontando que “vendemos para seres humanos, cada família tem sua história”, enquanto outros ironizaram ou elogiaram a estratégia, comentando frases como “Meu herói não usa capa, ele tem picanha”.
Apesar da troca de mensagens, o MP-GO destacou que a mudança não afasta o caráter discriminatório da primeira campanha e que o caso seguirá sendo analisado pela Justiça.