Bolsonaro tem nova crise de soluços e pede atendimento médico em casa

Defesa do ex-presidente pediu ao ministro Alexandre de Moraes autorização para visita médica devido ao agravamento dos sintomas
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ter crises de soluços e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber atendimento médico em casa, onde cumpre prisão domiciliar. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (13) e endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo processo.
De acordo com a defesa, os episódios de soluços se intensificaram nos últimos dias, acompanhados de mal-estar e vômitos, o que levou à solicitação de avaliação médica urgente. O documento encaminhado ao STF destaca a necessidade de “apreciação célere” do pedido.
Essa não é a primeira vez que Bolsonaro enfrenta crises semelhantes. No final de setembro, ele apresentou sintomas parecidos e chegou a cogitar uma nova internação. Segundo o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o pai teve quatro episódios de vômito consecutivos, e o médico da família precisou permanecer na residência durante toda a noite.
O ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre o novo pedido, mas já havia autorizado, anteriormente, que o ex-presidente procure atendimento hospitalar sempre que houver necessidade, desde que o STF seja comunicado com antecedência.
Crises recorrentes e histórico médico
Bolsonaro tem apresentado problemas digestivos recorrentes desde o atentado à faca sofrido em 2018, durante a campanha presidencial. Em setembro deste ano, ele chegou a ser internado após sofrer queda de pressão e novas crises de soluço.
Na ocasião, o médico Cláudio Birolini informou que o quadro exigiu internação no Hospital DF Star, em Brasília, para exames e tratamento. As crises, segundo especialistas, estão relacionadas a complicações do sistema digestivo decorrentes das cirurgias realizadas após o atentado.
A defesa do ex-presidente reforça que ele segue em casa, sob cuidados médicos e acompanhamento constante, enquanto aguarda a decisão judicial sobre o novo pedido de atendimento domiciliar