MUNDODESTAQUES

Louvre reabre após roubo de joias avaliadas em 88 milhões de euros; governo francês admite falhas de segurança

Ministro do Interior afirmou que o sistema de alarme funcionou, mas reconheceu a gravidade do crime; investigação segue em andamento

O Museu do Louvre, em Paris, reabriu suas portas nesta quarta-feira (22), três dias após o roubo de joias históricas avaliadas em 88 milhões de euros. O crime ocorreu na Galerie d’Apollon, um dos salões mais emblemáticos do museu, que permanecerá fechado até nova ordem.

A diretora do museu foi convocada para prestar esclarecimentos ao Senado francês, onde deve responder às perguntas dos parlamentares sobre as circunstâncias do furto.

Em meio à crescente insatisfação pública com a falta de responsabilização, o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, admitiu que houve falhas na segurança e confirmou que a ministra da Cultura, Rachida Dati, abriu um inquérito administrativo.

Segundo Nuñez, o sistema de segurança respondeu como esperado:

“O sistema de alarme funcionou perfeitamente, assim que a janela foi atacada, ele foi ativado. A polícia foi notificada e, em três minutos, estava no local. Todo o sistema funcionou, não falhou, mas o que aconteceu, aconteceu.”

O ministro evitou comentar detalhes sobre as investigações, mas afirmou estar confiante de que os criminosos serão identificados e presos.

As declarações contrastam com as da ministra Rachida Dati, que havia afirmado no Parlamento, na terça-feira (21), que “não houve nenhuma falha de segurança”. A fala gerou forte reação da opinião pública e de especialistas em patrimônio cultural.

Em entrevista à rádio Europe 1, Nuñez foi enfático ao reconhecer a gravidade do ocorrido. “Houve um roubo no Louvre, algumas das joias mais preciosas da França foram roubadas. Então, obviamente, é uma falha, não há mais nada que eu possa dizer.”

O caso segue sob investigação da polícia francesa, que mantém sigilo sobre as diligências para capturar os responsáveis

Deixe um comentário