Maior porta-aviões dos EUA chega perto da Venezuela

Deputado Carlos Gimenez diz que o USS Gerald R. Ford reforça operação contra “narcoterrorismo”; Marinha informa que navio pode operar até 90 aeronaves
O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões dos Estados Unidos e do mundo, entrou na área do Comando Sul no Atlântico, próximo à América Latina. A movimentação ocorre em meio à escalada de tensões envolvendo a Venezuela. A informação foi divulgada pelo deputado norte-americano Carlos Gimenez, integrante do Comitê de Serviços Armados, que afirmou nas redes que a unidade se somará a esforços militares contra o chamado “Cartel de los Soles”.
Segundo divulgou o parlamentar, o envio do porta-aviões atende à diretriz de combate ao “narcoterrorismo”. A embarcação de propulsão nuclear tem 333 metros de comprimento, convés de 78 metros, altura de 40,8 metros e velocidade de até 30 nós, cerca de 55 quilômetros por hora. O Ford passa a operar junto a navios da 4ª Frota, responsável por missões no oceano Atlântico ocidental e no Caribe.
Autoridades norte-americanas descrevem que, desde agosto, foram intensificadas operações navais em águas internacionais do Caribe, com emprego de meios aéreos como caças F-35 para vigilância. Reportes dessas ações mencionam interceptação e destruição de embarcações em rotas de tráfico. Paralelamente, há relatos de autorização para ações encobertas contra a cúpula do regime de Nicolás Maduro, no contexto do endurecimento da política dos EUA em relação ao país sul-americano.
De acordo com a Marinha norte-americana, o Gerald R. Ford pode operar até 90 aeronaves, incluindo caças F-35, F/A-18E/F Super Hornet, aviões E-2D Advanced Hawkeye, EA-18G Growler, helicópteros MH-60R/S e equipamentos não tripulados. A chegada do porta-aviões adiciona capacidade de vigilância, dissuasão e projeção de poder ao dispositivo já presente na região.
A Venezuela não havia emitido novo posicionamento oficial sobre a presença do porta-aviões até o fechamento deste texto. O cenário segue monitorado por observadores internacionais, que avaliam possíveis impactos na segurança marítima e na dinâmica política regional.
Com informações do Portal Metrópoles