Brasileira morre em Buenos Aires após ser atacada na rua

Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva, 69, servidora aposentada do TJ-GO, sofreu traumatismo craniano após ser empurrada; família faz vaquinha para repatriar o corpo
A brasileira Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva, de 69 anos, servidora aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás, morreu em Buenos Aires após ser atacada na rua por um homem em situação de rua com transtornos psiquiátricos. Segundo a filha, Carolina Bizinoto, estudante de Medicina, Maria Vilma foi empurrada enquanto caminhava por um trajeto que costumava fazer; a queda provocou traumatismo craniano.
Carolina relatou que a mãe havia saído na quinta-feira (6) para buscar um pagamento de aluguel. Durante o percurso, ocorreu a agressão. Maria Vilma foi socorrida com vida, mas chegou ao hospital inconsciente e, na madrugada seguinte, não resistiu ao quadro de sangramento.
A polícia argentina registrou inicialmente o caso como tentativa de homicídio; com a morte, a investigação passou a ser tratada como homicídio. Por se tratar de morte violenta, o hospital não pôde emitir o atestado de óbito, e o corpo foi encaminhado à Morgue Judicial. A família relata atraso na autópsia, o que travou os trâmites legais para liberação do corpo.
Segundo Carolina, informações concretas só foram obtidas após buscas pessoais em diferentes órgãos. Ela afirma que houve desencontro entre polícia, fiscalía e comisaría, o que ampliou a angústia da família. Paralelamente, o Consulado do Brasil em Buenos Aires presta apoio e orientação sobre os procedimentos.
Enquanto aguarda o laudo e a autorização das autoridades argentinas, a família iniciou vaquinha virtual para custear o translado do corpo a Goiânia. Carolina diz fazer questão de realizar o sepultamento na cidade onde a mãe viveu grande parte da vida. Maria Vilma dividia o tempo entre Goiânia e a capital argentina para acompanhar a filha nos estudos.
A família espera que o responsável seja identificado e punido pelas autoridades locais. “Eu só quero justiça e que minha mãe volte para casa”, concluiu a filha.