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“Deixem a Venezuela em paz”: Maduro eleva tom e lança ultimato aos EUA

Assessoria de Imprensa da República Bolivariana da Venezuela / Divulgação/Anadolu via Getty Images

Em evento no estado de Aragua, presidente diz que Washington deve se afastar do país; clima azeda após ofensivas navais no Caribe e nova lei de defesa em Caracas

O presidente Nicolás Maduro voltou a mirar os Estados Unidos ao pedir que o “imperialismo” “deixe a Venezuela em paz”. A fala ocorreu no dia 12, durante um encontro comunitário em Aragua, e veio no rastro do aumento de tensão militar na região, com operações navais norte-americanas no Caribe sob a justificativa de combate ao narcotráfico.

“Queremos trabalhar e prosperar em paz. Ao imperialismo, dizemos: fiquem longe, deixem a Venezuela em paz”, afirmou Maduro, em discurso centrado na defesa da soberania e na promessa de preservar a “paz perpétua” evocada por Simón Bolívar.

Caracas tem reagido às movimentações dos EUA com medidas internas de segurança e comando. Entre elas, a promulgação da Lei do Comando para a Defesa Integral da Nação e a ativação de um plano de mobilização com meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis, além do emprego da Milícia Bolivariana. O governo alega que as ações norte-americanas configuram um cerco marítimo, enquanto a Casa Branca sustenta que as missões visam interditar o narcotráfico.

Maduro também tentou modular o tom ao dizer que a Venezuela “nunca ameaçou ninguém”, lembrando o papel histórico dos exércitos venezuelanos na independência sul-americana. Ainda assim, reforçou que o país “não aceitará interferências” e manterá a prontidão para defesa do território.

Analistas veem o recrudescimento retórico como parte de uma disputa geopolítica mais ampla, com impacto direto sobre segurança regional, comércio e fluxos migratórios. No curto prazo, a expectativa é de manutenção da pressão diplomática e militar, com risco de incidentes em mar aberto se não houver canais de descompressão entre as partes.

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