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Na PF em Brasília, Bolsonaro cumprirá pena em sala especial com TV e frigobar

Foto: Reprodução

Condenado a 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista, ex-presidente seguirá em sala de Estado Maior na Superintendência da Polícia Federal

O ex-presidente Jair Bolsonaro vai continuar preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está desde a manhã de sábado, dia 22. A permanência no prédio da PF foi mantida após o Supremo Tribunal Federal tornar definitivas, na terça feira, dia 25, as condenações do chamado núcleo do golpe e determinar o início imediato do cumprimento das penas.

No caso de Bolsonaro, a sentença fixa pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado. A Procuradoria Geral da República atribuiu a ele a liderança da articulação golpista de 2022, montada para tentar mantê lo no poder mesmo depois da derrota nas urnas.

Enquanto estiver sob custódia da PF, Bolsonaro ficará instalado em uma sala de Estado Maior, tipo de acomodação prevista em lei para determinadas autoridades e militares, que não são encaminhados diretamente a celas comuns do sistema prisional.

A sala é simples se comparada a quartos de hotel, mas está muito distante da realidade de uma prisão comum. O espaço tem cama de solteiro, mesa com cadeira, televisão, ar condicionado, armário, janela e banheiro privativo. Um pequeno frigobar completa a estrutura colocada à disposição do ex presidente.

Esse modelo de custódia já foi adotado em outras ocasiões. Quando foi preso em Curitiba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também ficou em uma sala de Estado Maior da Polícia Federal, assim como Michel Temer, quando foi detido em São Paulo.

A prisão preventiva de Bolsonaro havia sido decretada no sábado, após a Polícia Federal apontar a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e a convocação de uma vigília em frente ao condomínio da família, no Jardim Botânico, feita pelo senador Flávio Bolsonaro. Para o ministro Alexandre de Moraes, a mobilização criava um ambiente favorável a uma possível fuga e podia atrapalhar o cumprimento das decisões judiciais. Com o trânsito em julgado das condenações, a custódia na PF passa a contar como início efetivo do cumprimento da pena.

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