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Mourão sobre prisão de generais condenados: “A solução é a anistia”

Foto: Reprodução

Senador e ex-vice-presidente critica julgamento no STF e defende projeto para soltar militares condenados por trama golpista

O senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul, voltou a defender a anistia para os condenados pela trama golpista ao comentar a prisão dos generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira. Em vídeo publicado nas redes sociais na tarde de terça, 25, o ex-vice-presidente da República afirmou que o processo contra os militares no Supremo Tribunal Federal não teria seguido, na visão dele, o devido processo legal.

Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes declarou o trânsito em julgado da ação penal 2668, encerrando a possibilidade de novos recursos para os réus do caso. Com isso, o STF determinou o início do cumprimento das penas. Generais de quatro estrelas, Augusto Heleno e Paulo Sérgio passaram a responder em regime fechado e foram encaminhados a unidades militares em Brasília.

Pelo mesmo processo, o almirante Almir Garnier foi condenado a 24 anos de prisão e ficará custodiado na Estação Rádio da Marinha, no Distrito Federal. Paulo Sérgio, ex-comandante do Exército, recebeu pena de 19 anos e foi destinado ao Comando Militar do Planalto, também em Brasília.

No vídeo, Mourão sustenta que a saída para a situação é essencialmente política, e não apenas jurídica.

“A solução é política. E a solução política é a anistia. A anistia que houve no século XIX, por diversas vezes, que houve no século passado e que agora é mais do que nunca necessária. E compete a nós, políticos, inicialmente na Câmara e depois aqui no Senado, fazermos aprovar um projeto consistente e coerente, que volte a colocar esses homens em liberdade, porque eles lutaram sempre pelo Brasil e por um Brasil melhor”, declarou o senador.

Com o avanço das prisões de militares e ex-integrantes do governo ligados à trama golpista, Mourão tenta transformar a defesa da anistia em bandeira explícita no Congresso, pressionando deputados e senadores a pautar um projeto de perdão para os condenados.

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