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Morto por leoa, Vaqueirinho é enterrado com a presença de apenas dois familiares

Reprodução/ Redes Sociais

Sepultamento simples de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, expõe trajetória marcada por abandono, esquizofrenia na família e falhas sucessivas na rede de proteção.

O corpo de Gerson de Melo Machado, 19 anos, conhecido como “Vaqueirinho”, foi sepultado nessa segunda-feira (1) no Cemitério do Cristo, em João Pessoa (PB). O enterro foi acompanhado apenas pela mãe, Maria da Penha Machado, e por uma prima.

A mãe, que perdeu o poder familiar há mais de dez anos por causa de um quadro de esquizofrenia, precisou reconhecer o corpo do filho no Instituto Médico-Legal (IML) antes do sepultamento. O funeral foi rápido e discreto, em total contraste com a repercussão nacional do caso e com a violência do ataque que tirou a vida do jovem, morto por uma leoa após invadir a jaula em um zoológico da capital paraibana.

A despedida restrita simboliza a trajetória de Gerson, marcada por abandono, extrema vulnerabilidade social e transtornos mentais não tratados. Ao longo da adolescência, ele passou por abrigos, retornos irregulares à família e sucessivas tentativas da rede de proteção de garantir algum amparo, sem sucesso duradouro.

O destino solitário no cemitério escancara o fracasso do Estado e da sociedade em oferecer suporte efetivo a um jovem que, desde a infância, acumulava sinais de sofrimento psíquico, rupturas familiares e risco constante.

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