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Lula reafirma: “Enquanto eu for presidente, os Correios não serão privatizados”

Reprodução/CanalGov

Em coletiva no Planalto, presidente disse que a crise da estatal não pode ser atribuída à “taxa das blusinhas” e apontou falhas de gestão; trabalhadores entraram em greve.

Durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a descartar qualquer possibilidade de privatização dos Correios enquanto estiver no cargo. A fala ocorre em meio à crise financeira da empresa e à greve aprovada por trabalhadores em diferentes estados.

Lula afirmou que a situação dos Correios não pode ser explicada apenas pela chamada “taxa das blusinhas”. Para o presidente, o problema tem relação com a forma como a empresa vem sendo administrada. Ele defendeu que uma estatal não precisa ser referência em lucro, mas também não pode funcionar acumulando prejuízos.

A declaração acontece na mesma semana em que funcionários dos Correios em São Paulo e em outras regiões aprovaram paralisação por tempo indeterminado. Sindicatos alegam falta de negociação e citam preocupação com retirada de direitos e precarização das condições de trabalho.

Enquanto a greve avança, o Ministério da Fazenda analisa um possível apoio financeiro para a estatal. Na terça-feira (16/12), o ministro Fernando Haddad informou que chegou à pasta uma proposta de empréstimo para socorrer os Correios, que está sob avaliação do Tesouro Nacional e pode alcançar cerca de R$ 12 bilhões.

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