Maldição? Mega da Virada pode pagar R$ 1 bilhão, mas histórico de tragédias ronda ganhadores
Mortes, crimes e golpes envolvendo vencedores da Mega-Sena reacendem debate às vésperas do maior prêmio da história

Com prêmio estimado em R$ 1 bilhão, o maior já registrado na história da Mega-Sena, o sorteio do concurso 2.955 está marcado para 31 de dezembro, às 20h. O sonho de começar o ano milionário, no entanto, volta a ser acompanhado por um tema recorrente e perturbador: a chamada “maldição da Mega-Sena”, expressão popularizada após uma sequência de tragédias envolvendo ganhadores do jogo.
No início de dezembro do ano passado, Antônio Lopes de Siqueira, de 70 anos, morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória, menos de um mês depois de ganhar R$ 201 milhões. As causas da morte ainda não foram esclarecidas. O caso reacendeu lembranças de outros episódios marcados por violência e fatalidades.
Em 2022, o milionário Jonas Lucas Alves Dias, que havia ganhado R$ 47,1 milhões em 2020, foi assassinado e teve o corpo encontrado com sinais de tortura às margens da Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo. As investigações apontaram que o crime foi premeditado para extorsão, possivelmente por alguém próximo à vítima.

Há também episódios sem violência direta, mas igualmente trágicos. Neste ano, um homem foi encontrado morto em um hotel de Curitiba com um bilhete premiado de R$ 398 mil. Em 2018, Miguel Ferreira de Oliveira, conhecido como o “milionário da Mega-Sena no Ceará”, foi morto a tiros durante uma seresta em um bar, sete anos após ganhar R$ 39 milhões.
Casos ainda mais chocantes envolvem crimes dentro da própria família. O ex-lavrador René Senna, que ganhou R$ 51,8 milhões em 2005, foi assassinado em 2007, no Rio de Janeiro. Anos depois, sua viúva foi condenada como mandante do crime. Em Mato Grosso, Fábio Leão Barros, ganhador de R$ 28 milhões, sobreviveu a uma tentativa de homicídio supostamente encomendada pelo próprio pai, segundo a acusação.
Além das mortes, golpes financeiros também marcaram a trajetória de vencedores. Em 2022, Fredolino José Pereira, de 71 anos, perdeu mais de R$ 10 milhões após ser vítima de estelionato envolvendo pessoas de sua confiança.
Às vésperas da Mega da Virada histórica, os números bilionários despertam esperança em milhões de apostas, mas os episódios do passado reforçam um alerta: para alguns, a sorte grande veio acompanhada de consequências trágicas.
