Rubio afirma que Trump quer comprar a Groenlândia, não invadir

Secretário de Estado teria detalhado a aliados republicanos a estratégia preferida do governo para assumir o controle da ilha, hoje ligada à Dinamarca.
O controle da Groenlândia virou uma das principais prioridades do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo relatos discutidos nesta semana dentro do alto escalão do governo. A Casa Branca avalia diferentes caminhos para ampliar a influência norte americana sobre o território, que pertence ao Reino da Dinamarca, inclusive com alternativas que envolvem poder militar.
Apesar disso, a proposta considerada principal, de acordo com o secretário de Estado Marco Rubio, seria tentar uma solução sem confronto. Em conversa com parlamentares republicanos, Rubio teria dito que Trump pediu aos assessores que apresentassem planos para comprar a Groenlândia, em vez de partir para uma invasão.
A justificativa, segundo a avaliação do governo, seria estratégica. A Groenlândia aparece como peça central na disputa geopolítica do Ártico, região que ganha importância com o derretimento do gelo e a abertura de rotas marítimas antes inacessíveis. Além disso, a ilha tem reservas relevantes de minerais considerados essenciais para tecnologias modernas, como baterias e equipamentos eletrônicos, e há estudos que apontam potencial para petróleo e gás na plataforma continental.
Os Estados Unidos já mantêm uma base militar na Groenlândia, usada para fins de defesa e monitoramento, o que reforça o interesse de Washington em ampliar o controle sobre a área.
Ainda assim, a ideia enfrenta obstáculos grandes. Qualquer anexação ou intervenção armada teria impacto direto na relação com a Dinamarca, que integra a Otan, e poderia gerar reação internacional. A Groenlândia possui autonomia desde 1979 e, desde 2009, tem direito de realizar referendos sobre independência, mas política externa e defesa ainda ficam sob responsabilidade de Copenhague, e a economia local depende fortemente de subsídios dinamarqueses.