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Polícia apura se delegada comprou padaria para lavar dinheiro do PCC em SP

Investigação aponta que estabelecimento na zona leste teria sido adquirido por R$ 40 mil. Delegada e namorado foram presos na Operação Serpens.

A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo apuram se a delegada Layla Lima Ayub e o namorado dela, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, compraram uma padaria na zona leste da capital para lavar dinheiro do crime organizado. O casal foi preso na sexta-feira (16/1) durante a Operação Serpens, que investiga a relação dos dois com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo uma autoridade que participou da apuração, a padaria mencionada na investigação fica no Jardim Itapemirim. Um contrato de compra, apreendido pelos investigadores, indicaria o pagamento de R$ 40 mil pelo negócio.

Quem são os investigados

De acordo com informações levantadas no caso, Dedel seria ligado à facção e apontado como um dos responsáveis por atuação e expansão no Norte do país, com foco no Pará.

Layla tomou posse como delegada em 19 de dezembro. Antes disso, atuava como advogada criminalista e representava acusados de integrarem organizações criminosas. A investigação apura se essa relação teria ultrapassado os limites da atuação profissional.

Atuação após a posse e versão apresentada

Ainda conforme a apuração, em 28 de dezembro, já como delegada, Layla teria atuado como advogada de quatro suspeitos ligados ao Comando Vermelho em uma audiência de custódia. Em depoimento à corregedoria, ela teria afirmado que essa atuação foi um “erro” e que tinha conhecimento de que o companheiro era ligado ao PCC.

Prisões e histórico de Dedel

Os investigadores também apontam que Dedel estaria se mudando para São Paulo para morar com Layla. O casal foi preso junto em uma pensão.

Jardel Neto Pereira da Cruz, de 29 anos, já havia sido preso em 2021, e depois novamente em 2023, após fugir do regime semiaberto. Na sexta-feira (16/1), ele foi preso pela terceira vez. Segundo a promotoria, ele teria deixado Marabá (PA) sem autorização judicial, o que pode configurar descumprimento de condições impostas.

A investigação segue em andamento para apurar o conjunto de fatos, a origem de recursos e a suspeita de lavagem de dinheiro.

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