“O Agente Secreto” usou dinheiro público? Produtora responde e rebate críticas

Lucy Barreto negou que o filme tenha recebido R$ 7,5 milhões do orçamento público e afirmou que o setor é sustentado por contribuições ligadas ao próprio mercado do cinema.
Em meio à repercussão de “O Agente Secreto” e à expectativa em torno da campanha do filme na corrida pelo Oscar, a produtora Lucy Barreto comentou uma polêmica que ganhou força nas redes sociais: a alegação de que o longa teria sido financiado com dinheiro público.
Segundo a produtora, comentários circularam atribuindo ao filme, dirigido por Kleber Mendonça Filho, um suposto aporte de R$ 7,5 milhões do orçamento público. Lucy negou a informação e afirmou que esse tipo de financiamento não sai diretamente do caixa do contribuinte.
“Isso não foi dinheiro público. O cinema brasileiro não é alimentado com dinheiro público, é alimentado pelo próprio cinema”, disse ela, ao defender que os recursos do setor vêm de um modelo de contribuição ligado à própria cadeia do audiovisual.
Ainda de acordo com a produtora, essa estrutura teria origem em uma política criada décadas atrás, citando o período do governo Geisel e a participação do economista João Paulo do Reis Veloso. Para Lucy, a crítica de que o filme estaria “tirando dinheiro do povo” distorce a forma como esses recursos são organizados no país.