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Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 73 anos em Brasília

Ex-ministro e presidente do IBRAM lutava contra um câncer no pâncreas e deixa trajetória marcada pela defesa da democracia, do meio ambiente e da gestão pública

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Morreu neste domingo (18), aos 73 anos, o ex-ministro e diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann. Ele estava internado no hospital DF Star, em Brasília, e faleceu após anos de luta contra um câncer no pâncreas.

Nascido em Recife (PE), em 3 de abril de 1952, Jungmann teve uma extensa carreira na vida pública, com passagens por cargos relevantes nas administrações estadual e federal. Iniciou sua trajetória como secretário de Planejamento de Pernambuco, entre 1990 e 1991, e militou politicamente desde a juventude, tendo integrado o Partido Comunista Brasileiro (PCB) ainda na clandestinidade, durante a ditadura militar.

Posteriormente, filiou-se ao MDB e foi um dos fundadores do PPS, partido que mais tarde passou a se chamar Cidadania. Ao longo da carreira, Jungmann ocupou três ministérios: Reforma Agrária no governo Fernando Henrique Cardoso (1999–2002) e Defesa (2016–2018) e Segurança Pública (2018), durante a gestão de Michel Temer.

Ele também exerceu três mandatos como deputado federal, além de ter presidido o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Atuou ainda na fundação e liderança de organizações da sociedade civil e integrou conselhos de administração de diversas entidades.

Desde março de 2022, presidia o IBRAM, entidade privada sem fins lucrativos que reúne mais de 300 associados responsáveis por cerca de 85% da produção mineral brasileira. Em nota, o instituto lamentou a morte e informou que, a pedido de Jungmann, o velório será restrito a familiares e amigos próximos.

A presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, destacou que Jungmann foi “um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público”. Segundo a entidade, sob sua liderança, o instituto fortaleceu o diálogo institucional e avançou em uma agenda voltada à sustentabilidade, inovação e aos princípios ESG, deixando um legado relevante para o setor mineral e para o meio ambiental brasileiro.

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