PM intensifica fiscalização ambiental e destrói estruturas ilegais na APA de Guaraqueçaba
Ação integrada no Litoral do Paraná identificou crimes ambientais e reforçou a proteção da Mata Atlântica durante o Verão Maior

A Polícia Militar do Paraná realizou, nesta semana, uma operação de fiscalização ambiental na Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, na região do Parque Nacional do Superagui, no Litoral do Estado. A ação integrou o programa Verão Maior Paraná e resultou na identificação de pontos de crimes ambientais e na destruição de estruturas ilegais usadas para caça e extração de recursos naturais.
Coordenada pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental, com apoio do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas, a operação teve como foco construções irregulares e estruturas ilícitas em áreas de difícil acesso. Segundo o tenente Omar Bail Filho, do BPMA, a ação foi motivada por denúncias e contou com análise prévia de imagens de satélite, além de sobrevoos para apoio logístico e segurança das equipes em campo.
Ao longo de quatro dias, os policiais percorreram mais de 30 quilômetros de trilhas em meio à Mata Atlântica e realizaram mais de sete horas de patrulhamento náutico em baías e rios. Uma aeronave do BPMOA auxiliou na identificação de pontos suspeitos, na proteção das equipes em solo e no suporte às atividades.
Como resultado, foram localizados diversos pontos de extração ilegal de palmito juçara, cinco estruturas de caça conhecidas como “trepeiros” e quatro ranchos clandestinos utilizados para caça ilegal, extração de produtos vegetais e indícios de mineração irregular. Diante da distância, da inviabilidade de transporte e da dificuldade de identificar responsáveis, as estruturas foram destruídas no local. Um proprietário foi notificado para prestar esclarecimentos e apresentar autorizações relativas a outras duas construções.
Ainda conforme o BPMA, a operação permitiu identificar novas ocorrências de crimes ambientais, como derrubada de árvores nativas, além de caminhos que seguirão monitorados para futuras ações. Os trabalhos concentraram-se especialmente na região do Canal do Varadouro, reforçando o combate a ilícitos contra a fauna e a flora, irregularidades na pesca e outras infrações ambientais.