Suspeito de matar freira de 82 anos no Paraná diz que “ouviu vozes”, afirma polícia
Homem foi preso em flagrante após invadir convento em Ivaí; vítima tinha 55 anos de vida religiosa

O homem preso por invadir um convento em Ivaí e matar a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, afirmou em depoimento neste domingo (22) que cometeu o crime porque “ouviu vozes” dizendo que deveria matar alguém.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, o suspeito relatou que fez uso de crack e álcool durante a madrugada e que, após isso, passou a escutar as vozes. A identidade dele não foi divulgada.
De acordo com a investigação, o homem pulou o muro e invadiu o convento, onde foi surpreendido por Nadia, integrante da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada. Ele teria alegado que trabalhava em um evento no local, mas a religiosa desconfiou da versão.
Ainda conforme o depoimento, o suspeito empurrou a vítima, que caiu e começou a pedir ajuda. Ele admitiu que a atacou e a asfixiou, embora tenha negado agressões diretas na cabeça, violência sexual ou intenção de furto.
A Polícia Militar do Paraná informou que o corpo apresentava sinais de agressão. O homem foi detido em flagrante enquanto tentava fugir e, segundo o boletim de ocorrência, estava com sangue nas mãos e nas roupas.
Quem era Nadia Gavanski
Nascida em 18 de maio de 1943, filha de José e Ana Gavanski, Nadia tinha sete irmãos e dedicou 55 anos à vida religiosa. Ingressou na congregação em 1971, professou os primeiros votos em 1973 e fez os votos perpétuos em 1979.
Ao longo da trajetória, atuou em diversas comunidades do Paraná, como Dorizon, Irati, Ivaí, Esperança e Prudentópolis, entre outras.
Segundo relato da irmã Deonisia Diadio, amiga da vítima, Nadia havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e não se comunicava pela fala, utilizando gestos e o olhar. “Era muito querida, simples e humilde. Gostava muito de rezar na capela, em silêncio”, afirmou.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Com informações do Metrópoles