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EUA e Israel atacam o Irã e elevam tensão no Oriente Médio

Ofensiva conjunta teria como alvo o escritório do Líder Supremo em Teerã; explosões são registradas na capital iraniana e espaços aéreos são fechados

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na madrugada deste sábado (28/2), pelo horário de Brasília — pouco depois das 8h no horário local israelense — em uma operação classificada como conjunta por autoridades dos dois países. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, e confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo Katz, a ofensiva foi realizada “para eliminar ameaças”. De acordo com informações iniciais, o principal alvo seria o escritório do Líder Supremo do Irã, a sede de Ali Khamenei, localizada no centro de Teerã. A agência estatal iraniana Irna informou que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, está vivo.

Uma fonte de segurança israelense afirmou ao jornal Times of Israel que a ação integra uma operação coordenada entre Washington e Tel Aviv. Um oficial israelense declarou que o país se prepara para “vários dias de conflito” com o Irã, indicando a possibilidade de escalada militar na região.

Relatos da imprensa iraniana apontam que uma nuvem de fumaça foi vista no centro de Teerã e que ao menos três explosões foram ouvidas na capital. Também houve registros de explosões nas províncias de Lorestan e Kermanshah. Após os ataques, Irã e Israel fecharam seus espaços aéreos.

Em comunicado, o Ministério dos Transportes de Israel pediu que a população não se dirija aos aeroportos “até novo aviso”. Pelas redes sociais, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou que a missão recebeu o nome de “Operação Fúria Épica”.

Negociações fracassadas

A ofensiva ocorre um dia após o encerramento, sem acordo, das negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano. As tratativas terminaram na sexta-feira (27/2), com uma nova rodada prevista para a próxima semana.

Na véspera, Trump afirmou que “não estava feliz” com o andamento das conversas. “Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, declarou o presidente.

Retirada em Israel

Também na sexta-feira, o Departamento de Estado dos EUA autorizou a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão diplomática em Israel. A medida foi justificada por “riscos crescentes de segurança” diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.

Em comunicado atualizado pela embaixada em Jerusalém, o governo norte-americano informou que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia.

A recomendação oficial orienta ainda que cidadãos dos Estados Unidos considerem deixar Israel enquanto houver voos comerciais disponíveis — sinal de que Washington trabalha com a possibilidade de rápida deterioração do cenário de segurança no Oriente Médio.

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