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Dólar dispara e petróleo salta com escalada do conflito no Oriente Médio

Moeda americana atinge R$ 5,21, Ibovespa recua e Brent sobe mais de 7% após tensão no Estreito de Ormuz aumentar aversão ao risco nos mercados globais.

Getty Images

O dólar abriu a semana em forte valorização. Às 10h30 desta segunda-feira (2/3), a moeda norte-americana subia 1,22%, sendo negociada a R$ 5,19, após ter atingido R$ 5,21 momentos antes. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, recuava 0,39%, aos 188.047,24 pontos, com tendência de queda mais acentuada ao longo do dia.

O cenário de tensão no Oriente Médio é o principal fator a influenciar os mercados de câmbio e ações neste início de semana. A escalada do conflito elevou a aversão ao risco entre investidores ao redor do mundo.

Além do dólar, o ouro, tradicional ativo de proteção em períodos de instabilidade, também registra alta, enquanto as principais Bolsas internacionais operam no vermelho. Já o petróleo apresenta forte disparada.

No mercado de energia, o barril do tipo Brent, referência global, era negociado a US$ 78,33 por volta das 9h, avanço de 7,49%. A alta ocorre após o conflito praticamente interromper o tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte da commodity. No domingo, o mesmo barril chegou a US$ 81, impulsionado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Analistas avaliam que, caso a situação no Estreito de Ormuz se agrave, o preço do petróleo pode alcançar US$ 100 por barril.

Em reação ao movimento da commodity, as ações preferenciais da Petrobras (sem direito a voto em assembleias) avançavam 3,88% às 11h.

A valorização do dólar não se restringe ao Brasil. O movimento é global, reflexo da maior busca por segurança em momentos de incerteza. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a seis divisas relevantes, iene, euro, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço, registrava alta de 0,96% às 11h.

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