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HUOP faz captação rara de pâncreas e consolida referência no cenário de doação de órgãos

Essa ocorrência marcou a primeira captação de pâncreas registrada em 2026 no estado, dentro de um cenário em que esse tipo de captação e doação seguem sendo raros.

Divulgação/HUOP

O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), realizou uma captação de múltiplos órgãos, que envolveu a retirada de diferentes órgãos e para transplante. O procedimento de capitação realizado recentemente pelo HUOP, incluiu coração e pâncreas, um dos menos frequentes nesse tipo de procedimento. Destaca-se a retirada do pâncreas. Essa ocorrência marcou a primeira captação de pâncreas registrada em 2026 no estado, dentro de um cenário em que esse tipo de captação e doação seguem sendo raros.

Segundo o enfermeiro assistencial da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HUOP, Giancarlo Tozo, o procedimento se destaca justamente pela combinação de órgãos viabilizados. “Tivemos a realização de uma captação de múltiplos órgãos aqui no hospital. Um dos principais destaques desse processo foi a doação do coração, que não ocorre com frequência, além do pâncreas, cuja captação é considerada bastante rara”, relatou. Ele reforça que, mesmo sendo rotina, situações como essa ampliam significativamente as possibilidades de transplante.

Os dados de 2026 corroboram o papel do HUOP dentro da rede de doação e transplantes. Até o momento, o hospital contabiliza 7 captações de múltiplos órgãos a partir de 18 notificações de morte encefálica, com taxa de consentimento de 70%. Dentro da macrorregional, o HUOP concentra parte significativa das notificações, com 18 registros e 8 doações efetivadas, destacando sua participação direta nos resultados da região.

A complexidade envolvendo o pâncreas também é destacada pelo coordenador da Organização de Procura de Órgãos (OPO) Cascavel e Macrorregião Oeste, o Enf. Marcelo de Souza Furtado. “O pâncreas é pouco validado para captação porque exige condições muito mais rigorosas do que outros órgãos. Ele é altamente sensível à instabilidade do doador, como choque e uso de drogas vasoativas, e qualquer alteração clínica ou laboratorial, como hiperglicemia ou aumento de amilase e lipase”, explicou.

Segundo ele, os critérios são bastante restritos e a avaliação é determinante para o aproveitamento. “Por ser um órgão mais delicado, pequenas alterações já podem contra indicar seu uso. Por isso, ele só é aceito quando está em condições quase ideais”, completou Marcelo.

Diante da baixa frequência de transplantes de pâncreas, os dados mais recentes evidenciam a raridade desse tipo de procedimento. No período analisado, não há registros de transplantes isolados do órgão e apenas um caso de transplante combinado pâncreas/rim foi contabilizado.

Nesse contexto, a captação realizada pelo HUOP ganha ainda mais relevância, ao ampliar as possibilidades dentro de um cenário em que esse tipo de intervenção ainda é pouco frequente
Com atuação contínua no processo de doação, o HUOP mantém indicadores expressivos e já alcançou uma taxa de conversão de 84,9% em 2025, a maior do Paraná, com 131 órgãos e tecidos captados e 157 pacientes beneficiados. Os números enfatizam o impacto direto das captações realizadas na unidade e evidenciam sua contribuição para o sistema estadual de transplantes.

As captações demonstram o impacto direto do HUOP no sistema de transplantes, conectando a doação realizada na unidade a uma rede que beneficia pacientes em todo o estado. Procedimentos que envolvem múltiplos órgãos, especialmente aqueles menos frequentes como o pâncreas, ampliam as possibilidades de tratamento e comprovam a importância de manter uma equipe de servidores qualificados que possibilitam o fluxo contínuo de doações, contribuindo para reduzir filas e oferecer novas perspectivas a quem aguardam por um transplante

Assessoria/HUOP

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