Dona Francisquinha, símbolo de conscientização sobre o Alzheimer, morre aos 91 anos
Conhecida nas redes sociais pelo perfil “O Bom do Alzheimer”, ela conquistou milhões de pessoas ao mostrar, com leveza e afeto, a convivência com a doença

Dona Francisquinha Alves, que se tornou uma das figuras mais queridas das redes sociais ao protagonizar o perfil “O Bom do Alzheimer”, morreu aos 91 anos na última sexta-feira (5). A notícia foi confirmada pela família por meio de uma emocionante publicação no Instagram.
Com mais de 1,2 milhão de seguidores, o perfil era administrado por sua filha, Claudia Alves, gerontóloga especializada no processo de envelhecimento. Ao longo dos anos, as duas compartilharam momentos do cotidiano de Francisquinha, contribuindo para conscientizar milhares de pessoas sobre a importância do cuidado, do respeito e da humanização no tratamento de pacientes com Alzheimer.
Em nota divulgada nas redes sociais, a família informou que Dona Francisquinha partiu cercada pelo carinho dos familiares. “Nossa querida Francisquinha partiu. Ela se foi cercada de amor, com a família reunida ao seu lado, como sempre mereceu”, diz um trecho da mensagem.

Diagnosticada com Alzheimer em 2010, aos 76 anos, Francisquinha transformou sua história em uma poderosa ferramenta de informação e acolhimento. Os vídeos publicados mostravam momentos simples do dia a dia, sempre marcados por afeto e bom humor, conquistando admiradores em todo o Brasil.
Além do sucesso no Instagram, ela também ganhou destaque em outras plataformas digitais, como o YouTube, e teve sua trajetória registrada no livro “O Bom do Alzheimer”.
A notícia da morte gerou grande comoção entre seguidores e personalidades. O ator e dramaturgo Miguel Falabella manifestou solidariedade à família. As atrizes Rosane Gofman e Giovanna Grigio também deixaram mensagens de carinho e apoio.
Dona Francisquinha deixa um legado de amor, empatia e conscientização, inspirando famílias que enfrentam os desafios impostos pelo Alzheimer e reforçando a importância de um olhar mais humano para o envelhecimento.
Com informações do Metrópoles
