PF deflagra nova fase de operação que apura peculato e lavagem de dinheiro
Ação autorizada pelo STF cumpre medidas no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais para aprofundar investigações sobre suposto desvio de recursos públicos

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II, para aprofundar investigações sobre supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
Segundo a PF, as medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e Minas Gerais. O objetivo é coletar e preservar elementos de prova relacionados ao caso.
As investigações apontam indícios da atuação de um esquema envolvendo agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para conferir aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. A corporação também informou que há indícios de tentativas de ocultação ou alteração de provas, situação que pode configurar fraude processual.
De acordo com a Polícia Federal, as fases anteriores da operação identificaram irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). Nesta nova etapa, os investigadores buscam esclarecer a movimentação financeira e o destino desses recursos.
Na primeira fase da Operação Galho Fraco, realizada em dezembro de 2025, entre os alvos estiveram os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, além de funcionários do partido e pessoas ligadas aos parlamentares.
