SEGURANÇA

Polícia Civil esclarece paradeiro de foragido de triplo homicídio após mais de 10 anos

Investigado vivia com identidade falsa no Paraguai e morreu em 2019 enquanto estava preso por outro homicídio

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de Santa Tereza do Oeste, confirmou o paradeiro de Estevan de Aguiar Mariotto, investigado por um triplo homicídio qualificado ocorrido em 11 de março de 2013 no município. Foragido da Justiça brasileira por mais de uma década, ele foi identificado vivendo no Paraguai com documentos falsos e morreu em 2019 enquanto cumpria prisão naquele país.

As investigações apontam que, em 2013, três vítimas foram atraídas para uma emboscada sob o pretexto de uma negociação envolvendo cigarros contrabandeados. Elas foram rendidas, amarradas e executadas. Uma quarta vítima conseguiu escapar e ajudou na identificação de parte dos envolvidos. O crime teria sido motivado por disputas entre grupos ligados ao contrabando na região de fronteira.

Enquanto os demais acusados foram levados a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenados a penas de até 31 anos de prisão, Estevan permaneceu foragido, com mandado de prisão preventiva em aberto.

Além do triplo homicídio, ele também era procurado por uma condenação definitiva de 12 anos de prisão por extorsão mediante sequestro em Santa Catarina. O crime ocorreu em 2009, em Itapema, quando um empresário teve o filho sequestrado. A família pagou R$ 500 mil e US$ 75 mil pelo resgate. Horas após a libertação da vítima, Estevan foi preso pela Polícia Rodoviária Federal, em Cascavel, transportando o dinheiro do resgate, armas e outros materiais utilizados no crime.

Após um intenso trabalho de inteligência, a equipe da Polícia Civil descobriu que o investigado utilizava a identidade falsa de “Valdemir Borcato” para viver no Paraguai.

As diligências também revelaram que ele foi preso naquele país por envolvimento no homicídio do estudante de Direito Horacio David Alejandro Verón Báez, de 28 anos, ocorrido em abril de 2019, na cidade de Encarnación. Segundo as autoridades paraguaias, a vítima foi assassinada a tiros e teve o corpo enterrado em uma cova clandestina dentro de um estabelecimento administrado por Estevan. O caso ganhou grande repercussão nacional no Paraguai.

A investigação da PCPR confirmou ainda que Estevan morreu em junho de 2019, após cometer suicídio na unidade prisional onde estava detido.

Com a confirmação definitiva da identidade e do óbito, a Polícia Civil comunicará o Poder Judiciário para a adoção das medidas necessárias, incluindo a baixa do mandado de prisão que permanecia em aberto.

Segundo a PCPR, o resultado demonstra o compromisso da instituição em localizar autores de crimes graves, independentemente do tempo decorrido, do uso de identidades falsas ou da fuga para outros países.

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