Dolly Parton, ícone da música country, morre aos 80 anos
Cantora, compositora e atriz construiu uma carreira de quase seis décadas, marcada por sucessos como “Jolene” e “I Will Always Love You”, além de trabalhos no cinema e ações filantrópicas

A cantora, compositora e atriz americana Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A informação foi divulgada pela família nas redes sociais. Segundo o comunicado, a artista morreu em paz, em sua casa, em Nashville, no estado do Tennessee. A causa da morte não foi informada.
O anúncio foi feito pelo sobrinho Bryan Seaver, que também atuava como chefe de segurança da família. De acordo com ele, a própria Dolly havia pedido que a família fizesse o comunicado quando chegasse o momento.
A despedida da artista seguirá o desejo deixado por ela: uma cerimônia pequena e privada, restrita aos familiares mais próximos. Fãs e amigos foram convidados a prestar homenagens pelas redes sociais. A família também pediu que, em vez de flores, sejam feitas doações para a Imagination Library, projeto criado por Dolly para incentivar a leitura entre crianças.
Uma carreira marcada por sucessos
Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly Parton cresceu em uma família humilde e começou a se apresentar ainda adolescente. Ao longo de quase 60 anos de carreira, tornou-se uma das maiores referências da música country e uma das artistas mais conhecidas dos Estados Unidos.
Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “Coat of Many Colors”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. A última ganhou projeção mundial especialmente após a versão gravada por Whitney Houston para o filme “O Guarda-Costas”.
Dolly também se destacou como compositora. Estima-se que tenha escrito mais de 3 mil músicas durante a carreira. Seu trabalho lhe rendeu 11 prêmios Grammy, além de reconhecimentos em importantes instituições da música. Ela entrou para o Country Music Hall of Fame em 1999 e para o Rock & Roll Hall of Fame em 2022.
A artista ainda alcançou públicos de diferentes gerações por meio de parcerias e regravações de suas músicas. “Jolene”, por exemplo, ganhou versões de nomes como Beyoncé e Miley Cyrus, sua afilhada.
Sucesso também no cinema
Além da música, Dolly Parton construiu uma carreira de destaque em Hollywood. Ela estreou no cinema em 1980, em “Como Eliminar Seu Chefe”, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin.
A atuação lhe rendeu reconhecimento e novas oportunidades em produções como “Flores de Aço”, “Rhinestone – Um Brilho na Noite” e “Straight Talk”. A cantora também recebeu duas indicações ao Oscar na categoria de Melhor Canção Original.
Fora das telas, Parton também se tornou empresária e criou o Dollywood, parque temático localizado no Tennessee que se transformou em uma das principais atrações turísticas do estado.

Filantropia marcou trajetória
O trabalho de Dolly Parton também foi reconhecido fora do entretenimento. Em 1995, ela criou a Imagination Library, programa voltado à distribuição gratuita de livros para crianças.
A iniciativa, criada inicialmente em homenagem ao pai da cantora, cresceu ao longo dos anos e passou a atender crianças em diferentes regiões dos Estados Unidos e também em outros países. O programa já distribuiu centenas de milhões de livros.
Parton também realizou doações para projetos educacionais, bolsas de estudo, ações comunitárias e iniciativas relacionadas a desastres naturais.
Casamento e últimos anos
Dolly Parton foi casada durante quase seis décadas com Carl Dean. O empresário morreu em março de 2025, aos 82 anos. O casal não teve filhos.
Nos últimos meses, Dolly havia reduzido sua exposição pública e enfrentado problemas de saúde. Mesmo assim, continuava envolvida em projetos profissionais. Poucos dias antes da morte, chegou a afirmar que ainda tinha muitos planos e coisas que gostaria de realizar.
Com a morte de Dolly Parton, a música perde uma de suas figuras mais influentes e reconhecidas. Seu legado ultrapassa os palcos e reúne música, cinema, televisão, empreendedorismo e filantropia, consolidando uma trajetória que atravessou gerações.
Com informações CNN