Lula sanciona lei que amplia oferta de medicamentos para casos de AVC e infarto no SUS

Nova legislação busca ampliar o acesso a trombolíticos em serviços de urgência e emergência; presidente afirma que investimentos em saúde devem estar acima de divergências ideológicas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (2), uma lei que amplia a oferta de medicamentos trombolíticos nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). A cerimônia de sanção foi realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Os medicamentos são utilizados principalmente em situações de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. A atuação dos trombolíticos permite a dissolução de coágulos que bloqueiam a circulação sanguínea e, quando administrados dentro do período adequado, pode reduzir o risco de complicações e sequelas.
Durante a solenidade, Lula destacou a importância da ampliação do acesso ao tratamento e voltou a defender que os recursos destinados à saúde devem ser considerados investimentos públicos, e não apenas despesas no Orçamento.
O presidente também agradeceu ao Congresso Nacional pela aprovação da proposta e afirmou que iniciativas relacionadas à saúde costumam superar diferenças políticas e ideológicas entre parlamentares.
“Se tem uma coisa que a questão ideológica não traz muita implicação é na área da saúde. Já vi gente de extrema direita e gente de extrema esquerda, em se tratando de cuidar da saúde, votar e fazer o mesmo discurso”, declarou.
Ao comentar os investimentos realizados pelo governo na área, Lula reforçou o entendimento de que saúde e educação precisam ser tratadas como prioridades.
“Não é gasto, é investimento. No Orçamento tudo que a gente faz — educação, saúde — é gasto. A única coisa que não é tratada como gasto é pagamento de juros”, afirmou o presidente.
Com a nova legislação, a expectativa é ampliar a disponibilidade dos trombolíticos na rede pública de urgência e emergência, aumentando as possibilidades de atendimento rápido a pacientes vítimas de AVC isquêmico ou infarto, situações em que o tempo para início do tratamento é determinante para o resultado clínico.
