POLITICA

Lula prevê crescimento do país em mais de 2,5% este ano

Em entrevista, presidente criticou, novamente, o patamar da Selic

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista para rádios no Palácio da Alvorada. Brasília – DF (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Brasília (DF) – Nesta quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou otimismo em relação ao crescimento econômico do Brasil. Em uma entrevista a rádios de Goiás, Lula afirmou que a economia brasileira pode expandir mais de 2,5% este ano, superando as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) de um crescimento de 0,9%.

Lula destacou que o governo tem implementado políticas para estimular a circulação de dinheiro nas mãos da população, o que, segundo ele, impulsionará o crescimento econômico. Ele enfatizou a retomada das políticas sociais que estavam funcionando efetivamente, como os programas direcionados aos pequenos produtores, pequenos empreendedores, beneficiários do Bolsa Família e aqueles que aguardam na fila da Previdência Social para se aposentar. O presidente ressaltou que essas medidas contribuíram para que o dinheiro voltasse a circular, inclusive no setor cultural.

O FMI havia reduzido a previsão de crescimento da economia brasileira para 0,9% em abril, colocando o país abaixo da média mundial e da média dos países da América Latina e Caribe. No relatório anterior, divulgado em janeiro, a previsão era de um crescimento maior, de 1,2%.

Além disso, o presidente Lula fez críticas ao patamar da taxa básica de juros, a Selic. Ele argumentou que a taxa de juros elevada encarece o crédito e estimula a poupança, impactando os preços e evitando uma demanda aquecida. Essa política monetária tem como objetivo principal controlar a inflação, mas Lula acredita que é necessário rever essa abordagem para impulsionar o crescimento econômico.

Com suas declarações, o presidente Lula busca transmitir confiança no potencial de crescimento do Brasil, apontando para as políticas sociais implementadas pelo governo como um dos fatores-chave para impulsionar a economia e superar as previsões conservadoras do FMI. Resta agora acompanhar os desdobramentos econômicos e verificar se as projeções de Lula serão confirmadas ao longo do ano.

 

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