PARANÁ HISTÓRICO

Cascavel no fim da década de 1960

Nos idos de 1966 e 1967, quando Odilon Reinhardt ocupava o cargo de prefeito em Cascavel, Paraná, uma transformação significativa começou a moldar a cidade. Foi nessa época que as obras de asfaltamento tomaram forma, trazendo uma nova era para os cidadãos cascavelenses. O pontapé inicial ocorreu na Avenida Brasil, defronte ao Armazém do Sonda, à Gráfica Lex e ao Cine Coliseu, bem como em suas proximidades.

O asfaltamento não apenas pavimentou ruas, mas também abriu caminhos para o futuro da cidade. Naquele momento, o trânsito não enfrentou grandes entraves, pois a Avenida Brasil, uma via importante, já dispunha de três pistas, atravessando a cidade de ponta a ponta. Os habitantes, cansados de lidar com a lama e a poeira, saudaram a mudança com entusiasmo, proclamando “adeus barro e poeira!”.

Contudo, como todo grande empreendimento, o processo demandou tempo. O asfaltamento da região central, por exemplo, não se deu de imediato. Ruas como a Souza Naves, que cruza a Avenida Brasil, tiveram que aguardar sua vez para receber o novo revestimento.

Mesmo com o passar dos anos, há marcos que permanecem, como os dois prédios que se erguiam na esquina, testemunhas mudas das transformações que a cidade experimentou ao longo das décadas. Sua presença é um lembrete tangível da história e da evolução de Cascavel.

A fotografia capturada por Peados Hartmann, um registro daquela época de mudanças, foi resgatada pelo saudoso fotógrafo Xico Tebaldi e hoje encontra-se abrigada no Museu da Imagem e do Som (MIS), preservando não apenas a imagem, mas também as memórias de uma era de transição e progresso para Cascavel, PR.

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