PARANÁ HISTÓRICO

A remodelação da Praça Getúlio Vargas em Cascavel na década de 1960

Na década de 1960, a Praça Getúlio Vargas, em Cascavel testemunhou uma transformação marcante, capturada nesta foto gentilmente compartilhada por Joana Michelon ao fundador do Museu da Imagem e do Som, Xico Tebaldi. As calçadas foram redesenhadas, o imponente edifício da Copal estava recém-erguido, e as antigas instalações da IMAPAR – Industrial Madeireira do Paraná – na Avenida Brasil foram notáveis marcos da paisagem.

Joana Michelon forneceu uma descrição detalhada do cenário da época: os galpões da Industrial Madeireira ocupavam a parte inferior, enquanto a casa na esquina do quarteirão servia como o antigo escritório, de frente para a praça Getúlio Vargas. À esquerda da praça, erguia-se o imponente prédio da Copal.

Ao fundo, na interseção da rua Rio Grande do Sul com Pio XII, ficava a residência do Sr. Firmino Favero, enquanto ao lado, residia o Sr. João Nei Miotto, casado com D. Ernesta. Mais adiante, a residência dos pais de Joana, Pedro e Alba Michelon, se destacava na paisagem. À esquerda, com frente para a Osvaldo Cruz, situava-se a casa do Sr. Zacarias Silvério, conhecido carinhosamente como Tio Zaca.

A Avenida Brasil ainda não havia passado pelo processo de alargamento naquela época. Somente após a intervenção, as residências do Sr. Firmino e João Nei foram removidas, dando lugar ao traçado que conhecemos hoje. No entanto, a casa dos pais de Joana permaneceu intacta, construída já no novo alinhamento. Hoje, ao que parece, uma loja de plásticos ocupa aquele espaço, mantendo viva a memória de tempos passados.

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