Dentista suspeito de contrabandear equipamentos odontológicos é alvo de operação do Gaeco no Paraná
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na residência do investigado e em uma clínica odontológica da cidade

Um dentista, apontado como o maior comerciante de produtos odontológicos ilegais do Brasil, foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), na manhã desta quarta-feira (16), em Ponta Grossa, no interior do Paraná.
De acordo com o Gaeco, as diligências iniciaram em março deste ano para apurar a prática dos crimes de importação, venda, exposição à venda e distribuição de produtos e equipamentos odontológicos sem o devido registro no órgão sanitário, em plataformas de e-commerce e em redes sociais.
Dentre os equipamentos supostamente comercializados pelo dentista, estão aparelhos de raio-x, ultrassons odontológicos para limpeza radicular, brocas, limas e seringas não certificados pela Vigilância Sanitária. Esses equipamentos podem oferecer graves riscos à saúde de pacientes e de profissionais.
“Todos os equipamentos anunciados nas plataformas e redes sociais do investigado são produzidos na China e seriam introduzidos no Brasil mediante declarações falsas às autoridades sanitárias e alfandegárias, sem passar por qualquer tipo de fiscalização que garanta a sua segurança” informou o Gaeco.
Busca e apreensão
Foram cumpridos, nesta quarta-feira, dois mandados de busca e apreensão na residência do investigado e em uma clínica odontológica da cidade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também prestou apoio na operação. Houve a apreensão de celulares, computadores e aparelhos de raio-x e de ultrassom sem registro sanitário.
Além dos mandados expedidos, a 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa também aplicou cautelarmente ao investigado a proibição de comercializar e de fazer propaganda em sites e redes sociais de qualquer produto médico ou odontológico sem registro na Vigilância Sanitária.
Com as buscas, o MP-PR visa identificar a eventual existência de outras pessoas envolvidas no comércio ilegal, o que pode configurar a atuação de uma associação criminosa. Além de apurar o número de produtos ilegalmente comercializados e o montante dos recursos obtidos pelo investigado com a atividade.