Distribuidora que vendeu vodca a Hungria funcionava sem licença no DF

Estabelecimento em Vicente Pires foi interditado após cantor ser internado com suspeita de intoxicação por metanol
A distribuidora de bebidas Amsterdan, localizada em Vicente Pires (DF), que teria fornecido a vodca consumida pelo rapper Hungria Hip Hop antes de sua internação, funcionava sem qualquer tipo de licença legal.
De acordo com dados da Rede Sim do Governo do Distrito Federal, a empresa está aberta desde fevereiro de 2023, mas não apresentou documentação ao Corpo de Bombeiros, à DF Legal, à Defesa Civil, à Vigilância Sanitária ou ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) para regularizar suas atividades.
O estabelecimento foi interditado nesta quinta-feira (2) pela Polícia Civil do DF (PCDF) em conjunto com a Vigilância Sanitária.
Investigação e apreensão
Todos os lotes de uísque, vodca e gin encontrados na distribuidora foram apreendidos, e amostras foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística da PCDF para análise. O órgão irá verificar a presença de metanol nas bebidas.
A PCDF instaurou inquérito para apurar a origem da possível adulteração e já ouviu familiares do cantor.
Quadro de saúde do rapper
Hungria, de 34 anos, foi internado às pressas no Hospital DF Star, em Brasília, com sintomas de intoxicação, incluindo dor de cabeça, náuseas, vômitos, visão turva e acidose metabólica.
Segundo boletim médico, o cantor está em tratamento especializado, consciente e estável, mas segue em observação. O pai do artista, Manoel Neves, afirmou:
“Ele agora está bem, longe do perigo.”
A assessoria de imprensa do rapper confirmou que os shows programados para o fim de semana foram cancelados e disse que a situação remete aos casos de intoxicação por metanol recentemente registrados em São Paulo.