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Maduro diz que oposição planeja ataque à embaixada dos EUA

Spencer Platt/Getty Images

Autoridades venezuelanas dizem que grupos ligados à oposição planejavam explosão em prédio diplomático americano

O governo da Venezuela afirmou, nesta segunda-feira (6), ter comunicado aos Estados Unidos sobre um suposto plano de ataque à embaixada americana em Caracas. Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, grupos extremistas vinculados à oposição venezuelana estariam preparando uma ação com explosivos no prédio diplomático, em meio ao aumento das tensões entre Caracas e Washington.

“Setores da direita local pretendem realizar uma operação de falsa bandeira, colocando explosivos na embaixada norte-americana em Caracas. Já informamos o governo dos Estados Unidos sobre a gravidade dessa ameaça”, declarou Rodríguez, que é um dos principais negociadores do regime de Nicolás Maduro nas tratativas com o país norte-americano.

Segurança reforçada e alerta diplomático

Ainda segundo o parlamentar, as forças de segurança venezuelanas reforçaram a proteção no entorno da embaixada, que desde 2019 opera de forma limitada devido ao rompimento das relações diplomáticas. Rodríguez afirmou que uma embaixada europeia também foi notificada para transmitir o alerta ao corpo diplomático americano.

Rumores e clima de tensão

O comunicado oficial ocorre em meio a rumores de que a líder opositora María Corina Machado estaria escondida na representação dos Estados Unidos em Caracas — informação que não foi confirmada nem por autoridades venezuelanas, nem americanas. A oposição, que contesta a reeleição de Nicolás Maduro nas eleições de 2024, alega fraude eleitoral e reivindica a vitória nas urnas.

Conflitos recentes no Caribe

O episódio também se soma a uma série de confrontos militares na região do Caribe. Na última sexta-feira (3/10), os Estados Unidos realizaram uma nova operação contra supostos navios de narcotráfico, que resultou na morte de quatro pessoas. Desde agosto, as ofensivas americanas já destruíram quatro embarcações e deixaram pelo menos 21 mortos.

O presidente Nicolás Maduro classificou as ações como “agressões armadas”, acusando Washington de tentar promover uma mudança de regime e tomar o controle das reservas de petróleo venezuelanas. Na semana passada, o governo venezuelano também denunciou a entrada de caças americanos em espaço aéreo sob jurisdição do país.

Com informações do Portal Metrópoles

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