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Tagliaferro diz a juiz italiano que não quer ser extraditado ao Brasil

Reprodução / Redes sociais

Ex-assessor de Alexandre de Moraes afirmou sofrer perseguição política e citou bloqueio de contas bancárias

O ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro afirmou a um juiz italiano que não pretende ser extraditado ao Brasil, em audiência realizada nesta segunda-feira (6). O depoimento foi parte do procedimento padrão para avaliar o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo apuração do Metrópoles, Tagliaferro declarou ao magistrado que deseja permanecer na Itália, alegando ser vítima de perseguição política. Ele mencionou o bloqueio de suas contas bancárias e o pedido de prisão expedido contra ele pelo Supremo.

Declarações após audiência

Em vídeo publicado nas redes sociais, Tagliaferro comemorou o resultado da audiência e elogiou a postura do juiz italiano.

“Quero informar que eu já estou indo embora. Eu já passei pela audiência, foi fantástica. Acho que a minha expressão diz tudo de como foi. Foi muito bom”, afirmou.
“O juiz recebeu muito bem, é como se fosse um ministro aqui. Recebeu muito bem, foi ótimo. E agora vamos para a luta”, completou.

Acusações e investigação

O ex-assessor é investigado por vazamento de mensagens trocadas entre servidores ligados a Moraes no STF e no TSE. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o denunciou pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Tagliaferro é acusado de repassar informações sigilosas e petições internas de servidores de Moraes à imprensa. Ele foi indiciado pela Polícia Federal (PF) em abril deste ano.

Situação atual na Itália

Atualmente, o ex-assessor está impedido de deixar o território italiano, conforme determinação judicial local. Ele também é obrigado a comunicar seu paradeiro às autoridades e permanece com as contas bloqueadas por ordem do STF.

A Corte italiana, no entanto, rejeitou o pedido de prisão feito pelo Brasil, permitindo que Tagliaferro continue em liberdade enquanto o processo de extradição é analisado.

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