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Exército confirma prisão dos generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio em Brasília

Foto: Reprodução

Militares de quatro estrelas, condenados por participação na trama golpista, foram levados ao Comando Militar do Planalto e ficarão em celas preparadas com estrutura especial

O Exército confirmou, nesta terça feira, dia 25, que os generais Augusto Heleno Ribeiro Pereira e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira já estão presos em Brasília para cumprir as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal por participação na trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022. Ambos foram conduzidos ao Comando Militar do Planalto, onde celas haviam sido preparadas antecipadamente.

Em nota oficial, o Centro de Comunicação Social do Exército informou que os dois oficiais generais “foram conduzidos na tarde de hoje à sede do Comando Militar do Planalto” e que, após os procedimentos penais, “encontram-se em instalações dessa Unidade Militar”. As acomodações ficam dentro do CMP e contam com cama, banheiro e ar condicionado. Havendo autorização judicial, também poderão ser instalados televisão e frigobar.

É a primeira vez na história do país que generais de quatro estrelas acabam presos por tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma do STF condenou Augusto Heleno e Paulo Sérgio por integrar o chamado “núcleo crucial” de uma organização criminosa armada, formada para impedir a posse do presidente eleito em 2022 e abalar o Estado Democrático de Direito.

De acordo com a Procuradoria Geral da República, os dois militares faziam parte do grupo responsável por coordenar ações voltadas à abolição violenta da ordem democrática. Entre os crimes atribuídos aos generais estão tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, organização criminosa e deterioração de patrimônio tombado, em referência aos ataques às sedes dos Três Poderes.

Com a confirmação das prisões e a transferência para o Comando Militar do Planalto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio passam da condição de condenados ainda em fase recursal para a etapa de execução da pena, em um capítulo inédito da relação entre as Forças Armadas e a Justiça brasileira.

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