Moraes cobra explicações da PF após reclamação de Bolsonaro sobre barulho de ar-condicionado

Defesa pediu providências ao STF e alegou que o ruído contínuo, no local de custódia em Brasília, estaria afetando o repouso e a saúde do ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda (5) que a Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, preste esclarecimentos sobre a queixa do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação ao barulho de um ar-condicionado no local onde ele está preso. A PF terá prazo de cinco dias para responder.
A solicitação foi feita após a defesa de Bolsonaro protocolar um pedido ao STF, na sexta (2), pedindo a correção do ruído. Segundo os advogados, o barulho seria contínuo, ao longo do dia, e estaria comprometendo o descanso do ex-presidente, além de gerar impacto na saúde.
No documento, a defesa sustenta que o ambiente estaria inadequado para o repouso mínimo necessário e que a situação deixaria de ser um simples desconforto, passando a configurar uma perturbação constante ao bem-estar do custodiado. Os advogados também afirmam que os agentes responsáveis pela custódia já teriam conhecimento do problema e defendem ajustes para preservar as condições físicas e psicológicas do ex-presidente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses em Sala de Estado-Maior, na Superintendência da PF, após condenação por envolvimento na trama golpista.