Simone Mendes é alvo de ação de R$ 1,3 milhão
Processo envolve pedidos de indenização e reconstrução de estruturas danificadas em imóvel de Léo Stuart, em Barueri (SP)

A cantora Simone Mendes enfrenta uma disputa judicial que envolve cerca de R$ 1,3 milhão após um desabamento atingir a residência de Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana, em Barueri, na Grande São Paulo. A ação foi movida pela Black Diamond Holding, empresa representada pelo músico.
O caso teve origem em 6 de novembro de 2024, durante fortes chuvas. Segundo Léo, um muro relacionado à obra no imóvel de Simone cedeu, fazendo com que água, lama e entulhos atingissem sua propriedade.
Entre os prejuízos alegados estão danos ao imóvel, piscina, pomar, lago de carpas e um piano avaliado em aproximadamente R$ 400 mil. Uma carpa também teria morrido após o lago ser atingido.
A ação pede o ressarcimento dos danos materiais e R$ 1 milhão por danos morais. Os valores ainda estão em discussão e não representam uma condenação definitiva da cantora.
Perícia apontou problemas no muro
Uma perícia judicial realizada após uma ação apresentada pela própria Simone apontou que o muro não possuía sistema adequado de drenagem e apresentava problemas para suportar esforços horizontais.
Segundo o laudo, a saturação do solo provocada pelas chuvas teria aumentado a pressão sobre a estrutura e contribuído para o desabamento.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) também considerou as conclusões da perícia ao analisar o caso.
A Justiça determinou ainda a paralisação da obra, a reconstrução dos muros e a restauração das áreas danificadas. A decisão estabeleceu prazo de 30 dias úteis e multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento.
Simone recorreu, mas a decisão foi mantida em abril de 2026 pela 36ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP. A defesa apresentou posteriormente um Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A ação de R$ 1,3 milhão continua em tramitação, e não há condenação definitiva de Simone ao pagamento da indenização por danos morais. As alegações sobre eventual conhecimento prévio dos problemas de drenagem também ainda são discutidas na Justiça.
