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Agora na Itália, ex-assessor ameaça fazer revelações contra Moraes

Reprodução/Instagram/edutagliaferro

Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação no TSE, foi nomeado por Moraes e agora promete expor informações sobre o ministro

Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nas redes sociais na quarta-feira (30) que pretende fazer revelações sobre os bastidores do gabinete do magistrado. Tagliaferro, que atualmente está na Itália, publicou mensagens indicando que tem informações comprometedoras.

“Destruiu minha vida e a de várias pessoas, isso é pouco, logo eu estarei mostrando para o Brasil quem é Alexandre de Moraes e os bastidores do seu gabinete”, escreveu em uma postagem, acompanhada de uma foto de Moraes ao fundo.

Em outras publicações, Tagliaferro insinuou que possui provas de irregularidades: “Eu tenho bastante coisa. Tem algumas coisas fraudulentas que foram feitas (…) e comecei a questionar”. Segundo ele, só “entravam coisas de direita no gabinete e nada de esquerda”, fato que chamou sua atenção.

Eduardo Tagliaferro é formado em engenharia e direito pela Universidade Paulista. Ele foi assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nomeado para o cargo por Moraes em 2022.

Em maio, Tagliaferro foi indiciado pela Polícia Federal por violação de sigilo funcional com dano à administração pública, após ser investigado por divulgar diálogos do ministro com servidores do TSE e do STF. De acordo com a PF, o ex-assessor “praticou, de forma consciente e voluntária, a violação do sigilo funcional – sendo que ele ocupava função de confiança na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no TSE”.

Recentemente, Alexandre de Moraes negou o pedido para que Tagliaferro fosse ouvido como testemunha de Filipe Martins, investigado em ação sobre tentativa de golpe. O ministro justificou a decisão citando jurisprudência do STF que impede depoimento de investigados como testemunhas.

Com informações da CNN Brasil

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