SAÚDE

Anvisa apreende lote falsificado do medicamento Mounjaro no Brasil

A medida faz parte de uma operação de fiscalização voltada à proteção da saúde pública, que também resultou na identificação de outros medicamentos com irregularidades graves.

Matthew Horwood/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última quarta-feira (7), a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro em circulação no mercado brasileiro. A decisão suspende imediatamente a comercialização, a distribuição e o uso do produto em todo o território nacional.

A medida faz parte de uma operação de fiscalização voltada à proteção da saúde pública, que também resultou na identificação de outros medicamentos com irregularidades graves.

O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, é utilizado no tratamento da obesidade e do diabetes. Por se tratar de um medicamento de alto valor terapêutico e comercial, ele tem sido alvo frequente de esquemas de falsificação, conforme alertas das autoridades sanitárias e das próprias fabricantes.

Segundo a Anvisa, medicamentos falsificados representam risco sério à saúde, pois podem conter substâncias diferentes das declaradas, dosagens incorretas, contaminantes ou até componentes tóxicos. Além disso, não há qualquer garantia de eficácia terapêutica ou segurança.

Outros medicamentos com irregularidades

Durante a mesma ação, a fiscalização identificou outros produtos irregulares que também tiveram a comercialização proibida:

  • Imbruvica: indicado para o tratamento de cânceres do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma. Três lotes — NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 — foram considerados irregulares após a Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. informar que não reconhece sua fabricação. O registro do produto em cápsulas, inclusive, foi cancelado.

  • Voranigo: utilizado no tratamento de tumores cerebrais, teve o lote FM13L62 apreendido depois que os Laboratórios Servier do Brasil declararam não reconhecer a origem do produto.

Além das falsificações, foram constatados erros de embalagem que podem causar confusão na dosagem ou no uso correto dos medicamentos:

  • Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg (lote OA3169): a embalagem continha comprimidos de hidroclorotiazida 25 mg, medicamento indicado para hipertensão. A falha foi comunicada pela MedQuímica, que iniciou o recolhimento voluntário.

  • Alektos 20 mg (lote 569889): antialérgico da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., que foi embalado incorretamente em caixas do medicamento Nesina, usado no tratamento do diabetes. O produto também está sendo recolhido.

Orientações à população

A Anvisa reforça que medicamentos falsificados ou com qualquer tipo de irregularidade não devem ser utilizados em hipótese alguma, pois oferecem risco direto à saúde. A agência orienta os consumidores a:

  • Verificar sempre a procedência dos medicamentos;

  • Conferir lote, validade e integridade das embalagens;

  • Comprar remédios apenas em farmácias e drogarias devidamente autorizadas;

  • Comunicar qualquer suspeita de falsificação ou erro de embalagem à Vigilância Sanitária local ou aos canais oficiais da Anvisa.

O órgão destaca que a colaboração da população é fundamental para coibir a circulação de medicamentos irregulares e proteger a saúde coletiva.

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