Após admitir culpa, passageiro que causou tumulto em voo internacional é condenado a 10 meses de prisão

A política de tolerância zero adotada pela Ryanair contra passageiros indisciplinados voltou a ter reflexos na Justiça. Um passageiro que causou transtornos a bordo de um voo entre Cracóvia, na Polônia, e Bristol, na Inglaterra, foi condenado a 10 meses de prisão após violar as rígidas leis britânicas contra distúrbios em aeronaves.
A companhia de baixo custo lançou sua campanha contra comportamentos inadequados em 2024, em resposta ao aumento de atrasos e interrupções provocados por um número reduzido de passageiros problemáticos. Assim como outras empresas do setor, a aérea registrou uma alta nesses episódios durante a pandemia de COVID-19, mas tem reforçado que não pretende tratar esse cenário como algo normal.
Diferentemente de práticas anteriores, a empresa passou a incentivar pilotos e comissários a formalizar denúncias junto às autoridades locais, além de pressionar por punições mais rigorosas na esfera judicial.
Este caso mais recente foi julgado pelo Bristol Crown Court, que condenou um passageiro por incidentes ocorridos no voo FR-5518, em 11 de novembro de 2025. Durante a viagem, ele teria consumido bebida alcoólica própria adquirida no duty free, ofendido verbalmente outros ocupantes e ignorado instruções da tripulação.
Mesmo após admitir culpa, o réu não obteve clemência e recebeu pena de 10 meses de reclusão.
Segundo a porta-voz da companhia, Jade Kirwan, a decisão evidencia as consequências enfrentadas por quem compromete a segurança e o conforto a bordo. A expectativa da empresa é que a condenação funcione como elemento dissuasório, contribuindo para um ambiente mais seguro e tranquilo durante os voos.
A estratégia da Ryanair inclui dar visibilidade a condenações desse tipo, como forma de reforçar sua política de tolerância zero. Em situações nas quais autoridades locais optam por não apresentar acusações formais, a companhia tem recorrido a ações civis e até processos criminais privados.
O diretor-executivo da Ryanair, Michael O’Leary, defende ainda a imposição de limites mais rígidos ao consumo de álcool nos aeroportos antes do embarque, apontando o fator como um dos principais gatilhos para incidentes durante os voos.
Informações Aeroin
