Após denúncia de cárcere privado, polícia não constata violência doméstica em Cantagalo (PR)
Ocorrência registrada via aplicativo 190 mobilizou equipe policial em Cantagalo; situação de cárcere privado não foi confirmada e vítima manifestou interesse em tratamento contra dependência química

Uma ocorrência de possível cárcere privado mobilizou a equipe da RPA na tarde desta quinta-feira (12), na região da Vila Caçula, em Cantagalo. O chamado foi realizado por meio do aplicativo 190, onde a solicitante relatou que sua filha estaria sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro.
No endereço informado, os policiais foram recebidos por uma mulher de 22 anos, apontada como vítima. Ela confirmou que estava na residência com o esposo, mas negou qualquer situação de violência ou privação de liberdade. Durante a averiguação, a equipe não constatou indícios de agressão física ou cárcere privado.
Em conversa reservada com a equipe da Patrulha Maria da Penha, a mulher relatou histórico de uso de entorpecentes e explicou que o esposo teria fechado a porta da residência com o objetivo de auxiliá-la a não sair para consumir drogas, afirmando, no entanto, que as janelas permaneciam acessíveis e que não houve impedimento forçado de sua liberdade.
A jovem também declarou não ter sofrido agressões físicas e manifestou que não desejava representar criminalmente contra o companheiro. O homem foi orientado pelos policiais sobre as implicações legais e as consequências previstas em casos de violência doméstica.
Como medida preventiva e de apoio, a mulher foi encaminhada para atendimento em unidade de saúde, onde demonstrou interesse voluntário em iniciar tratamento para dependência química. Posteriormente, ela foi conduzida à cidade de Laranjeiras para continuidade do atendimento.