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Após megaoperação, chefes do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais

Cláudio Castro confirma remoção de sete lideranças após liberação de vagas pelo Ministério da Justiça; decisão judicial que autorizou a transferência é do dia 4

Sete detentos apontados como lideranças do Comando Vermelho (CV) começaram a ser transferidos no dia 12 para presídios federais de segurança máxima. A informação foi anunciada pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que disse ter solicitado ao Ministério da Justiça a abertura de vagas no Sistema Penitenciário Federal. Segundo ele, a medida integra a estratégia do governo para enfraquecer facções, cortar conexões externas e ampliar a segurança no estado.

A transferência ocorre com base em decisão judicial do dia 4, que autorizou o envio dos sete presos a unidades federais. Por razões de segurança, os destinos não foram informados previamente e só serão confirmados ao final das escoltas.

Entre os transferidos estão Arnaldo da Silva Dias (Naldinho), Carlos Vinicius Lírio da Silva (Cabeça do Sabão), Eliezer Miranda Joaquim (Criam), Fabrício de Melo Jesus (Bicinho), Marco Antônio Pereira Firmino da Silva (My Thor), Alexander de Jesus Carlos (Choque) e Roberto de Souza Brito (Irmão Metralha).

O governo esclareceu que os sete não fazem parte dos 113 presos da Operação Contenção, realizada na semana passada, ação que resultou em 121 mortes no estado. Em paralelo, o Rio já havia solicitado dez novas vagas no sistema federal. De acordo com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), 12 detentos do Rio foram incluídos no Sistema Penitenciário Federal em 2025. O estado é hoje o segundo do país com mais internos sob custódia federal, somando 59.

As remoções federais costumam ter caráter temporário e renovável, com o objetivo de isolar lideranças, reduzir a capacidade de comando à distância e dificultar a articulação de crimes a partir do cárcere. As autoridades afirmam que novas medidas de inteligência, fiscalização e controle serão mantidas para conter retaliações e reacomodações internas nas cadeias estaduais.

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