Bolsonaro deixa prisão domiciliar pela 1ª vez e vai a hospital para exames

Ex-presidente chegou ao DF Star neste sábado (16) para realizar bateria de exames; apoiadores fizeram vigília em frente ao hospital.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou neste sábado (16/8) sua residência no Condomínio Solar de Brasília, onde cumpre prisão domiciliar, e chegou pouco antes das 9h ao Hospital DF Star, no Jardim Botânico (DF). Essa foi a primeira vez que Bolsonaro deixou a casa desde o início da medida, determinada em 4 de agosto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo os médicos, o quadro de saúde do ex-presidente se agravou três dias após a prisão, com crises persistentes de soluço, o que motivou os pedidos da defesa para visitas médicas frequentes. A saída foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e acompanhada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), que monitorou o deslocamento.
Exames previstos
Entre os procedimentos estão: coleta de sangue e urina, endoscopia digestiva, tomografias de tórax, abdome e pelve, ecocardiograma, além de ultrassonografias de carótidas, próstata e vias urinárias.
De acordo com os relatórios médicos, os exames visam o acompanhamento de tratamento em curso, avaliação dos sintomas de refluxo e verificação das condições atuais de saúde. A depender dos resultados, podem ser indicadas novas medidas terapêuticas. Após os exames, Bolsonaro deve apresentar em até 48 horas o atestado de comparecimento no processo penal.
Vigília de apoiadores
Apoiadores do ex-presidente chegaram cedo ao hospital e fizeram orações pedindo por sua saúde. Muitos estavam vestidos com bandeiras do Brasil e de Israel, demonstrando apoio durante a permanência de Bolsonaro na unidade médica.
Julgamento no STF
Enquanto isso, o presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, agendou para setembro o julgamento de Bolsonaro e outros sete acusados do chamado “núcleo 1” da trama golpista. As sessões estão marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12.
A prisão domiciliar de Bolsonaro, contudo, está ligada a outro processo: o descumprimento de medida cautelar em inquérito que apura coação da Justiça brasileira junto aos Estados Unidos e atentado à soberania nacional.