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Bolsonaro não foi citado em conversa entre Lula e Trump

Arte Metrópoles

Presidente brasileiro pediu retirada de sanções a autoridades, mas evitou mencionar o ex-presidente e ministros nominalmente

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foi citado durante a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o norte-americano Donald Trump, realizada na manhã desta segunda-feira (6/10). A informação foi confirmada por interlocutores do governo federal.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula não mencionou nenhum ministro de forma nominal, mas pediu que os Estados Unidos retirassem as sanções aplicadas a autoridades brasileiras.

Atualmente, a Lei Magnitsky dos EUA atinge o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa. Além disso, a Casa Branca revogou vistos de algumas autoridades, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Pauta da ligação

A ligação entre Lula e Trump durou cerca de 30 minutos e teve como foco a revogação das tarifas de 40% impostas sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos, além da retirada das sanções políticas e diplomáticas.

Participaram da conversa o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). Lula designou Alckmin, Vieira e Haddad para conduzir as negociações com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Durante o diálogo, os dois presidentes concordaram em realizar um encontro presencial em breve, e chegaram a trocar contatos pessoais para manter comunicação direta. Lula sugeriu que a reunião ocorra durante a Cúpula da Asean, na Malásia, marcada para o final de outubro.

O petista também reiterou o convite para Trump participar da COP30, em Belém (PA), e se colocou à disposição para visitar os Estados Unidos.

Relações diplomáticas tensas

As relações entre Brasil e EUA vivem um momento de tensão desde que Washington aplicou sanções comerciais e políticas contra o governo brasileiro. As medidas foram tomadas após o julgamento e a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão, por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Na época, Trump classificou o caso como uma “caça às bruxas”, em defesa do aliado político.

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