Campanha de Sergio Moro já recebeu R$ 225 mil em doações para disputa ao Governo do Paraná
Recursos foram doados por quatro pessoas físicas; dois empresários da família Rejaile concentram R$ 200 mil da arrecadação declarada à Justiça Eleitoral

A campanha de Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná já recebeu R$ 225 mil em doações de pessoas físicas, conforme dados declarados à Justiça Eleitoral.
Até o momento, não há registro de repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral, nem de despesas declaradas pela candidatura. Toda a arrecadação registrada até agora tem origem em quatro doadores.
Empresários concentram R$ 200 mil
A maior parte dos recursos veio de dois empresários da família Rejaile, sócios-administradores da RDP Energia, empresa com atuação no setor de combustíveis.
Jefferson Melhim Abou Rejaile doou R$ 100 mil à campanha, enquanto Maurício Melhim Abou Rejaile contribuiu com outros R$ 100 mil.
Os demais R$ 25 mil foram doados por Anna Carolina Nabhan, que repassou R$ 20 mil, e Fariz Mitri Nabhan, responsável por uma doação de R$ 5 mil.
Somados, os quatro aportes totalizam os R$ 225 mil registrados na prestação de contas de Moro.
Fundo eleitoral ainda não aparece
Até o momento, a prestação de contas não apresenta recursos recebidos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
O PL está entre as legendas que terão acesso a uma parcela significativa dos recursos do fundo em 2026. A liberação e a distribuição dos valores aos candidatos dependem das definições internas do partido.
Nenhuma despesa declarada até agora

Apesar de a campanha de Moro já ter ganhado visibilidade pública, a candidatura ainda não registra despesas na prestação de contas disponível à Justiça Eleitoral.
A ausência de despesas declaradas, porém, não significa necessariamente que a campanha não tenha realizado contratações ou assumido compromissos financeiros. Receitas e despesas seguem regras e prazos distintos de divulgação.
Os recursos financeiros recebidos por candidatos e partidos devem ser informados à Justiça Eleitoral em até 72 horas após o recebimento. As despesas, por outro lado, não estão sujeitas à mesma obrigação individual de divulgação nesse prazo.
Outro momento importante da fiscalização será a prestação de contas parcial, que deverá reunir informações sobre receitas, recursos estimáveis em dinheiro e despesas realizadas pelas campanhas durante o período estabelecido no calendário eleitoral.
Informações podem ser consultadas pelo eleitor
Os nomes dos doadores, os valores transferidos e a movimentação financeira das candidaturas são informações públicas e podem ser acompanhados pelo eleitor por meio do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A plataforma permite consultar a origem dos recursos e acompanhar a evolução das receitas e despesas das campanhas ao longo do processo eleitoral.
