Cantor gospel Fernando Grandêz é encontrado morto após naufrágio no Amazonas
Artista de 39 anos estava entre as vítimas da embarcação que afundou no encontro das águas dos rios Negro e Solimões

O cantor gospel Fernando Grandêz, de 39 anos, foi encontrado morto no Rio Amazonas na tarde de segunda-feira (16), durante as buscas pelas vítimas do naufrágio da embarcação de passageiros Lima de Abreu XV, ocorrido na última sexta-feira (13), em Manaus (AM).
O acidente aconteceu na região do encontro das águas dos rios Negro e Solimões. A embarcação saiu de Manaus por volta das 12h30 com destino a Nova Olinda do Norte. O corpo foi localizado por volta das 13h e a identidade confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML), conforme informou o vice-prefeito e secretário de Assistência Social de Nova Olinda do Norte, Cristian Martins.
Fernando era integrante de uma igreja evangélica da capital amazonense e tinha mais de 8 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilhava registros de viagens e apresentações musicais. Em uma das últimas publicações, escreveu sobre a importância de aproveitar a vida e expressar sentimentos enquanto há tempo.
O velório ocorreu na manhã desta terça-feira (17), na IEADAM Vila Marinho, no bairro Compensa, em Manaus. Após o culto, o cortejo seguiu para o cemitério Recanto da Paz, em Iranduba (AM).
Até o momento, das 80 pessoas que estavam a bordo, 71 foram resgatadas sem ferimentos graves, seis seguem desaparecidas e três mortes foram confirmadas: além de Fernando, uma criança de 3 anos e uma jovem de 22 anos.
As buscas entram no quinto dia com atuação do Corpo de Bombeiros e da Marinha do Brasil, que utilizam mergulhadores, drones, embarcações e apoio aéreo. A embarcação foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (CBMar) de São Paulo também enviou equipe especializada para reforçar a operação.
O piloto do barco, Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, chegou a ser detido e liberado após pagamento de fiança, mas teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. As causas do naufrágio ainda são apuradas.
A empresa responsável, Lima de Abreu Navegações, informou que a embarcação estava regularizada e que colabora com as investigações.
