Copa Airlines mantém voos na Venezuela mesmo após alerta de Trump sobre espaço aéreo

Companhia panamenha afirma que operações seguem ativas em território venezuelano, com voos apenas diurnos, monitoramento constante e comunicação direta com a agência de aviação dos EUA.
A Copa Airlines, companhia aérea de bandeira do Panamá, informou que segue operando na Venezuela, apesar da declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu para que o espaço aéreo venezuelano fosse considerado “totalmente fechado”.
Em comunicado oficial, a empresa destacou que “as operações de voo no espaço aéreo venezuelano permanecem abertas e que a companhia opera com altos níveis de alerta e precaução, somente durante o dia”. Segundo a Copa, a medida faz parte de um protocolo de segurança reforçado diante do cenário de tensão na região.
A companhia também enfatizou que mantém comunicação permanente com a FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA), que, de acordo com a nota, não alterou seu nível de alerta oficial nem sua posição regulatória em relação aos voos na Venezuela. A FAA, porém, já havia emitido, em 21 de novembro, um aviso sobre condições “potencialmente perigosas” no espaço aéreo venezuelano.
A Copa Airlines acrescentou ainda que qualquer mudança na situação será informada imediatamente aos passageiros. A orientação da empresa é para que passageiros com voos marcados a partir de Caracas acompanhem atualizações pelos canais oficiais da companhia.
Mais cedo, na manhã de sábado, Donald Trump havia declarado que “todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas” deveriam considerar o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela “totalmente fechado”. O governo venezuelano reagiu, classificando o anúncio como uma “ameaça colonialista”.
O endurecimento do discurso veio poucos dias depois de Trump afirmar que ataques terrestres na Venezuela poderiam começar “muito em breve”, como parte da campanha de pressão de seu governo contra o presidente Nicolás Maduro, acusado pela Casa Branca de envolvimento com o narcotráfico.
No meio do embate político e militar, companhias aéreas como a Copa seguem em operação, sob forte monitoramento e incertezas, enquanto passageiros e autoridades acompanham com atenção os desdobramentos.