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Copa Airlines mantém voos na Venezuela mesmo após alerta de Trump sobre espaço aéreo

Erick Marciscano

Companhia panamenha afirma que operações seguem ativas em território venezuelano, com voos apenas diurnos, monitoramento constante e comunicação direta com a agência de aviação dos EUA.

A Copa Airlines, companhia aérea de bandeira do Panamá, informou que segue operando na Venezuela, apesar da declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu para que o espaço aéreo venezuelano fosse considerado “totalmente fechado”.

Em comunicado oficial, a empresa destacou que “as operações de voo no espaço aéreo venezuelano permanecem abertas e que a companhia opera com altos níveis de alerta e precaução, somente durante o dia”. Segundo a Copa, a medida faz parte de um protocolo de segurança reforçado diante do cenário de tensão na região.

A companhia também enfatizou que mantém comunicação permanente com a FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA), que, de acordo com a nota, não alterou seu nível de alerta oficial nem sua posição regulatória em relação aos voos na Venezuela. A FAA, porém, já havia emitido, em 21 de novembro, um aviso sobre condições “potencialmente perigosas” no espaço aéreo venezuelano.

A Copa Airlines acrescentou ainda que qualquer mudança na situação será informada imediatamente aos passageiros. A orientação da empresa é para que passageiros com voos marcados a partir de Caracas acompanhem atualizações pelos canais oficiais da companhia.

Mais cedo, na manhã de sábado, Donald Trump havia declarado que “todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas” deveriam considerar o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela “totalmente fechado”. O governo venezuelano reagiu, classificando o anúncio como uma “ameaça colonialista”.

O endurecimento do discurso veio poucos dias depois de Trump afirmar que ataques terrestres na Venezuela poderiam começar “muito em breve”, como parte da campanha de pressão de seu governo contra o presidente Nicolás Maduro, acusado pela Casa Branca de envolvimento com o narcotráfico.

No meio do embate político e militar, companhias aéreas como a Copa seguem em operação, sob forte monitoramento e incertezas, enquanto passageiros e autoridades acompanham com atenção os desdobramentos.

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